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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Ela foi para a guerra pelos filhos e virou pioneira da enfermagem no Brasil

Anna Nery, também conhecida como Ana Néri, nasceu no interior da Bahia, no dia 13 de dezembro de 1814, e foi pioneira da enfermagem no Brasil.

Casada desde os 23 anos com Isidoro Antônio Nery, Anna ficou viúva aos 29, assumindo a responsabilidade de cuidar sozinha dos três filhos pequenos.

Com o início da Guerra do Paraguai (1864-1870), os filhos de Anna Nery foram convocados pelo exército para lutar nas frentes de batalha. Um irmão de Anna também foi para a Guerra.

Sem querer ficar longe dos filhos, Anna requereu ao então presidente da província da Bahia, o conselheiro Manuel Pinho de Sousa Dantas, que lhe fosse dado o direito de acompanhar os filhos e o irmão durante os combates, ou, que ao menos, ela pudesse prestar serviços nos hospitais do Rio Grande do Sul.

Deferido o pedido, Anna partiu de Salvador, incorporada ao décimo batalhão de voluntários em agosto de 1865, na qualidade de enfermeira.

Durante toda a campanha, prestou serviços ininterruptos nos hospitais militares de Salto, Corrientes, Humaitá e Assunção, bem como nos hospitais da frente de operações. Viu morrer na luta um de seus filhos e um sobrinho.

Terminada a guerra, regressou à sua cidade natal, onde lhe foram prestadas grandes homenagens. O governo imperial concedeu-lhe a Medalha Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de primeira classe.

Anna morreu na cidade do Rio de Janeiro aos 65 anos, em 20 de maio de 1880.

Em sua homenagem, em 1923, a primeira escola oficial brasileira de enfermagem recebeu o nome de Ana Néri. Ela também é lembrada do Dia do Enfermeiro.

Em 2009, por intermédio da Lei n.º 12.105, Anna Nery se tornou a primeira mulher a entrar para o Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília (DF).

Anna Nery, mesmo perdendo um filho, não desistiu de salvar vidas. E entrou para a história como uma heroína.

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