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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Você conhece Stanislav Petrov?

Stanislav Petrov, o homem que evitou a Terceira Guerra Mundial sozinho.
O tenente-coronel Stanislav Petrov tinha 44 anos quando trabalhava em um bunker de detecção de mísseis ao sul de Moscou. Em setembro de 1983, seu computador lhe disse que cinco mísseis nucleares estavam a caminho e, dado seu tempo de voo, ele tinha apenas 20 minutos para lançar um contra-ataque.

No entanto, Petrov disse a seus oficiais superiores que era um alarme falso. Ele não tinha absolutamente nenhuma evidência de que isso fosse verdade, mas sua coragem salvou milhões de vidas.


“A sirene uivou, mas apenas fiquei sentado lá por alguns segundos, olhando para a tela vermelha grande, iluminada, com a palavra ‘lançamento’”, contou Petrov a BBC em 2013. “Eu tinha todos os dados [sugerindo que havia um ataque de mísseis em curso]. Se eu enviasse meu relatório pela cadeia de comando, ninguém teria dito uma palavra contra [o lançamento de uma retaliação]”.

Petrov explicou que não havia nenhuma regra sobre quanto tempo os oficiais poderiam levar antes de denunciar um ataque. Mas todos sabiam que cada segundo de procrastinação contava. Em face a alguma provável ameaça, a liderança militar e política da União Soviética precisava ser informada sem demora.

Tudo o que eu tinha que fazer era chegar ao telefone, usar a linha direta com nossos principais comandantes – mas não consegui me mover”, relembra.

Petrov observou que ele era o único oficial presente naquele dia que havia recebido uma educação civil. Todos os outros eram soldados profissionais, e provavelmente teriam simplesmente relatado o ataque. Os homens ao seu redor foram “ensinados a dar e obedecer ordens”. Por sorte, Petrov desobedeceu o que simplesmente não parecia certo para ele.

Petrov argumentou que, se os americanos decidissem lançar um primeiro ataque, enviariam mais de cinco mísseis. Ele também acreditava que, como o sistema de alerta era relativamente novo, um falso alarme era mais provável.

Se Petrov estivesse errado, ele teria comprometido a capacidade da União Soviética de retaliar contra um ataque nuclear. Se estivesse certo, a Terceira Guerra Mundial seria evitada.

Felizmente, ele estava certo. E, infelizmente, esta não foi a primeira nem a última vez em que mundo esteve perto de um holocausto nuclear.

Ele poderia ter iniciado uma retaliação, mas não fez isso, acreditando corretamente que era um falso alarme.

Tal atitude salvou o mundo de uma catastrófica guerra nuclear. No último mês de maio, este herói faleceu aos 77 anos, e merece ser lembrado pelo que fez pelo planeta. Nós provavelmente só estamos aqui nesse momento por que esse homem optou pela calma e pelo bom senso ao invés do impulso de retaliar.

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