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segunda-feira, 12 de abril de 2021

5 revoltas populares com participação social afro-brasileira no Brasil

Foi negra e popular umas das maiores revoltas do Brasil. Em 1798, alfaiates, artesãos, homens livres e escravizados organizaram um levante pela instituição de uma sociedade mais democrática e racialmente igualitária: foi a Conjuração Baiana – também conhecida como Revolta dos Alfaiates, que tomou com pólvora, panfletos e fúria as ruas de Salvador (BA).

Essa e outras convulsões populares foram movimentos estruturantes na formação da identidade brasileira. No entanto, não é proporcional o espaço dado a elas na historiografia, o que causa pouco conhecimento de suas causas e consequências. Suas histórias geralmente são contadas pela perspectiva dos vencedores: na própria página do exército brasileiro, são retratadas como “movimentos subversivos” ou “que espalharam terror”.

Em parceria com Ale, o Portal Aprendiz elencou cinco revoltas que aconteceram por meio da mobilização popular, a maioria com ampla participação da população afro-brasileira. Confira!

A REVOLTA DOS MALÊS
Os malês carregavam no peito um pequeno pedaço de couro com inscrições de trechos do Alcorão. Aliás, é sabido que um bom muçulmano deve decorar vários (senão todos) trechos do livro.
A Bahia fervia. Só no ano de 1835, irromperam 30 levantes populares. E foi na noite de 24 para 25 de setembro que estourou a Revolta dos Malês. Ela foi protagonizada por negros muçulmanos oriundos de países islâmicos da África do Norte, notoriamente conhecidos por sua inteligência organizacional e por serem poliglotas. Líderes como Luiza Mahin e Pacifico Licutã lutaram contra o caos social e também pela liberdade religiosa. Foram duramente reprimidos pelas forças oficiais.

Os funerais de Santos Dumont: Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira

A MORTE E OS FUNERAIS

Após residir durante duas décadas em Paris, e lá realizar feitos incríveis, Alberto Santos Dumont desembarcou no Brasil em 1931, deixando para trás o seu endereço na Avenida Champs-Élysées, nº 114. Com a saúde debilitada, viveria pouco tempo mais em seu país natal.

Em 23 de julho de 1932, aos 59 anos, durante a Revolução Constitucionalista, evento em que o avião fora usado maciçamente como instrumento de guerra, pôs fim a sua vida, o genial brasileiro, Alberto Santos Dumont, em um dos quartos do Grand Hotel La Plage, de Guarujá, magnifica edificação construída em 1911, a mando de Percival Farquhar, e que guardou em suas paredes diversas tragédias, como a morte repentina do ex-presidente, Manuel Ferraz de Campos Salles, e o assassinato de membros da poderosa família Matarazzo. Demolido na década de 1950, o imóvel não ficou para seguir testemunhando fatos tão importantes.
Corpo de Santos Dumont durante velório em São Paulo | Reprodução
Pequena estatura e excentricidade eram marcas registradas de Santos Dumont. Morto em plena guerra entre São Paulo e as forças legalistas do governo federal, o aviador só pôde ser sepultado em 22 de dezembro de 1932, no túmulo que mandou construir no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Grand Hotel La Plage, onde Santos Dumont se suicidou | Reprodução
A solução encontrada pela família foi embalsamar o corpo. Transportado até São Paulo, os restos mortais de Santos Dumont foram conduzidos até o Hospital Santa Catarina, onde Walter Haberfeld, professor da Faculdade de Medicina de São Paulo, executou o embalsamamento do corpo. Um fato curioso é que o médico não descartou o coração do aviador, o guardando em segredo da família e dos amigos, fato que só veio a tona em 1944, quando o professor entregou o órgão, que hoje está exposto em uma pequena escultural no Museu Aeroespacial.
Com o fim da Revolução Constitucionalista, que chegou a ter seus combates suspensos após a noticia da morte do “Pai da Aviação”, o corpo de Santos Dumont chegou as 10:10 de 18 de dezembro de 1932, na Central do Brasil, uma das principais estações ferroviárias do país, localizada no Rio de Janeiro. Naquela manhã, aviões enchiam os céus da então capital federal, saudando o ilustre falecido, que após meses, chegava para seu velório final (o corpo também foi velado em São Paulo), e consequente sepultamento.
Com o fim da Revolução Constitucionalista, que chegou a ter seus combates suspensos após a noticia da morte do “Pai da Aviação”, o corpo de Santos Dumont chegou as 10:10 de 18 de dezembro de 1932, na Central do Brasil, uma das principais estações ferroviárias do país, localizada no Rio de Janeiro. Naquela manhã, aviões enchiam os céus da então capital federal, saudando o ilustre falecido, que após meses, chegava para seu velório final (o corpo também foi velado em São Paulo), e consequente sepultamento.

Após quatro dias de velório na catedral metropolitana, o corpo finalmente saiu em cortejo para o cemitério, as 19:30. Até hoje o túmulo é um dos mais visitados naquela necrópole. Durante minhas pesquisas sobre a aviação brasileira, pude reunir relevante acervo sobre momento tão triste da história do país, proveniente da Hemeroteca da Biblioteca Nacional, e que vai abaixo anexado para apreciação do leitor: