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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O trágico fim dos czares russos: a execução dos Romanov

A Revolução Russa de 1917 eclodiu em março de 1917 (no calendário ocidental), derrubou Nicolau II do poder, o último czar a governar a Rússia, e implantou um governo provisório republicano de cunho liberal. O czar Nicolau II foi viver com sua família, a czarina Alexandra e seus cinco filhos, no palácio de Alexandre, em Tsarskoe Selo, a 24 km ao sul da capital czarista, Petrogrado (atual São Petersburgo). Ali era o centro de veraneio da nobreza russa onde havia um conjunto de palácios e parques erguidos a partir do czar Pedro I, no século XVIII.
O chamado Palácio de Alexandre, em Tsarskoe Selo, ao sul de São Petersburgo, serviu de residência ao czar Nicolau II.

A família do czar foi colocada sob prisão domiciliar pelo governo provisório e vigiada por soldados armados. O rei britânico George V, primo materno de Nicolau II, ofereceu asilo ao czar na Grã-Bretanha, mas teve que se recuar o convite devido à pressão do parlamento que temia problemas com a presença da família do czar no país. Nicolau II e sua esposa nunca expressaram abertamente o desejo de ir para o exílio.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Ela foi para a guerra pelos filhos e virou pioneira da enfermagem no Brasil

Anna Nery, também conhecida como Ana Néri, nasceu no interior da Bahia, no dia 13 de dezembro de 1814, e foi pioneira da enfermagem no Brasil.

Casada desde os 23 anos com Isidoro Antônio Nery, Anna ficou viúva aos 29, assumindo a responsabilidade de cuidar sozinha dos três filhos pequenos.

Com o início da Guerra do Paraguai (1864-1870), os filhos de Anna Nery foram convocados pelo exército para lutar nas frentes de batalha. Um irmão de Anna também foi para a Guerra.

Sem querer ficar longe dos filhos, Anna requereu ao então presidente da província da Bahia, o conselheiro Manuel Pinho de Sousa Dantas, que lhe fosse dado o direito de acompanhar os filhos e o irmão durante os combates, ou, que ao menos, ela pudesse prestar serviços nos hospitais do Rio Grande do Sul.

Deferido o pedido, Anna partiu de Salvador, incorporada ao décimo batalhão de voluntários em agosto de 1865, na qualidade de enfermeira.

10 Fatos que mexem com a nossa percepção de tempo

O quanto o passado é passado? O presente é, de fato, atual? O que significa, exatamente, “contemporâneo”? O passado pode estar mais perto do presente do que você imagina. O tempo histórico não é um percurso contínuo e linear em que os fatos vão se sucedendo, distanciando-se cada vez mais do presente e seguindo em direção a um futuro glorioso e de progresso. Um olhar mais panorâmico e abrangente da história mundial mostra algumas aproximações temporais que revelam que o tempo histórico é mais complexo e fascinante do que imaginamos. 

Veja os fatos que selecionamos e repense sua ideia de tempo histórico.

1. Os mamutes lanosos ainda andavam pela Terra quando a Pirâmide de Djoser foi construída, em 2630 a.C.
Remanescentes do mamute lanoso viviam no atual Alasca quando a piramide de Djoser foi construída no Egito.
O mamute lanoso, uma espécie extinta da família dos elefantes, surgiu há cerca de 800.000 a 600.000 anos, na Sibéria e habitou as estepes frias do norte da Eurásia e na América do Norte. Seu desaparecimento começou por volta de 10.000 a.C., mas algumas populações remanescentes sobreviveram até o Holoceno médio, em 1800 a.C., na parte sul do mar de Bering, no atual Alasca. Quando isso aconteceu, a pirâmide de Djoser, a primeira a ser construída no Egito, existia há mais de oitocentos anos. Estima-se que ela começou a ser erguida em 2630 a.C.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

16 fatos que marcaram a implantação da República no Brasil

A República no Brasil nasceu aos trambolhões pelas mãos de um general que, até então, havia jurado lealdade eterna ao monarca. E só não foi abortada graças à má pontaria do ministro da Marinha que disparou contra o marechal Deodoro. O povo assistiu a tudo bestializado, como disse Aristides Lobo, sem compreender o que se passava. A maioria não viu com bons olhos aquela aventura, pois, como se sabe, a questão não é saber como começa um golpe de força, mas como ele acaba. Listamos a seguir, as circunstâncias e os fatos imediatos que marcaram a proclamação da República no Brasil. Por eles percebemos que nem sempre a história se desdobra de maneira coerente e que as situações e os personagens podem mudar inesperadamente.

1 > As novas ideias: tudo junto e misturado É recorrente afirmar que entre o final do século XIX e início do XX, foi uma época de grande movimentação de ideias: liberalismo, positivismo, socialismo e anarquismo. Contudo, tais ideias no Brasil estavam longe de reproduzirem o pensamento original, importado da Europa. “Elas misturavam-se e combinavam-se das maneiras mais esdrúxulas na boca e na pena das pessoas mais inesperadas. (…) Tudo era, sem dúvida, um pouco louco. Mas havia lógica na loucura (…)”. (CARVALHO, 1987).

2 > Os republicanos: fracos e sem coesão Entre os republicanos também não havia consenso sobre o tipo de República que pretendiam e muito menos como ela seria implantada. Campos Sales lembra que a falta de coesão do Partido Republicano na Corte era o principal obstáculo ao desenvolvimento da ideia republicana (CARVALHO, 1987). Os republicanos civis também estavam divididos em relação à conveniência de se aliar aos militares para derrubar a monarquia. Além disso, o Partido Republicano tinha uma modesta força eleitoral. Em agosto de 1889, na eleição para a Câmara dos Deputados, os três candidatos republicanos na Corte receberam apenas 12% dos votos. Nas províncias, o partido tinha alguma força apenas no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

O brasileiro filho de padre e escrava que lutou pelo fim da escravidão

José Carlos do Patrocínio era filho de João Carlos Monteiro, vigário da paróquia de Campos dos Goytacazes (RJ) e orador sacro de reputação na Capela Imperial, com Justina do Espírito Santo, uma jovem escrava traficada de Elmina, cidade localizada em Gana. Justina tinha apenas quinze anos e tinha sido cedida ao serviço do cônego por D. Emerenciana Ribeiro do Espírito Santo, proprietária da região.
José do Patrocínio nasceu em Campos dos Goytacazes no dia 9 de outubro de 1853. Embora sem reconhecer a paternidade, o religioso encaminhou o menino para a sua fazenda na Lagoa de Cima, onde José do Patrocínio passou a infância como liberto, porém, convivendo com os escravos e com os rígidos castigos que lhes eram impostos.